Voltar
agricultura
2 min de leitura

Novas regras do crédito rural trazem desafios e oportunidades para agricultores

Plano Safra 26/27 inicia com R$ 610 bilhões; planejamento é fundamental

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 02:00
Novas regras do crédito rural trazem desafios e oportunidades para agricultores

As novas diretrizes do crédito rural ampliam o acesso a recursos, porém exigem um sólido planejamento financeiro para garantir o crescimento sustentável das empresas do setor agrícola. O Plano Safra 26/27, que teve início em 1º de julho, dispõe de um montante total de R$ 610 bilhões, com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial.

Desse total, R$ 384 bilhões são destinados ao custeio e comercialização, enquanto outros R$ 140 bilhões focam em áreas como armazenagem, irrigação, inovação, além da aquisição de máquinas e equipamentos. Em comparação, no ciclo anterior, os recursos disponíveis chegaram a R$ 414,7 bilhões, com R$ 101,5 bilhões voltados ao investimento em infraestrutura.

O diretor de Pesados na Âncora Consórcios, Cleiby Kurak, destaca que os novos critérios para juros, prazos, garantias e contratação obrigam os produtores a administrar suas finanças de forma a não comprometer o capital de giro.

A situação se torna ainda mais complexa devido à inadimplência no setor, que, no final de 2025, afetou 8,2% dos produtores, conforme dados do Serasa Experian. Muitos agricultores estão enfrentando descompassos no fluxo de caixa, o que os leva a adiar investimentos variados.

Além disso, levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária aponta uma queda de 20% nas linhas de investimento do Plano Safra 25/26, com a modernização do setor observando uma drástica queda de quase 50%.

Diante desse cenário, os consórcios começaram a ganhar popularidade. Segundo a ABAC, o número de interessados em participar de consórcios para aquisição de máquinas agrícolas cresceu 149% entre 2020 e 2025, com um aumento de 7,7% nos interessentos de 2024 a 2025, refletindo uma busca por caminhões, tratores, colheitadeiras e pulverizadores.

Essa tendência destaca a importância de diversificar as fontes de crédito e de estruturar investimentos a longo prazo. A competitividade do setor dependerá essencialmente da eficiência, produtividade e da renovação das estruturas, sem comprometer a saúde financeira dos produtores.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de agricultura