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agricultura
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Recordes no abate de bovinos e suínos no Brasil em 2026

IBGE revela crescimento significativo na produção de leite e carne.

Fernanda Lima16 de junho de 2026 às 11:30
Recordes no abate de bovinos e suínos no Brasil em 2026

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, no primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou recordes no abate de bovinos e suínos, além de uma histórica captação de leite.

Crescimento no abate de bovinos

Entre janeiro e março, ocorreram 10,29 milhões de abates de bovinos sob inspeção sanitária, um aumento de 3,3% em comparação ao mesmo período de 2025. Este valor representa o maior registro para um primeiro trimestre na série histórica, embora tenha registrado uma queda de 6,9% em relação ao último trimestre do ano anterior.

A produção de carne bovina atingiu 2,63 milhões de toneladas, um acréscimo de 5,1% em relação ao ano passado. Mato Grosso liderou os abates, contribuindo com 17,5% do total, seguido por São Paulo (11,6%) e Goiás (9,2%).

Destaques no abate de suínos

O abate de suínos também obteve resultados significativos, com 15,27 milhões de cabeças abatidas, marcando um crescimento de 5,5% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. A produção de carcaça subiu para 1,43 milhão de toneladas, representando um aumento de 6,9% anualmente.

Santa Catarina foi o estado que mais contribuiu, com 28,1% do total nacional, seguido de Paraná (20,9%) e Rio Grande do Sul (17,8%).

Aumento na produção de frangos e captação de leite

O abate de frangos atingiu 1,71 bilhão de cabeças, um crescimento de 3,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, representando o segundo maior volume da série, atrás apenas do último trimestre de 2025. A produção de carne de frango foi de 3,73 milhões de toneladas, marcando um avanço de 6,9%.

No que diz respeito à captação de leite, o Brasil alcançou 6,78 bilhões de litros de leite cru, um aumento de 2,6% em relação a 2025. Minas Gerais, mais uma vez, liderou a captação com 23,5% do total, seguido de Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (13,5%). Contudo, o preço médio pago ao produtor foi de R$ 2,24 por litro, 18,8% inferior ao do ano anterior.

Situação do couro e ovos

No setor de couro bovino, 10,75 milhões de peças foram processadas, mantendo-se estável em relação ao primeiro trimestre de 2025, mas 3,3% abaixo do trimestre anterior. Goiás foi o líder na recepção de couro, com 19% de participação.

Finalmente, a produção de ovos de galinha totalizou 1,21 bilhão de dúzias, um crescimento de 0,4% em relação ao ano passado, com São Paulo ainda na frente, representando 24,6% da produção total.

Apesar das flutuações trimestrais, a pecuária brasileira manteve um crescimento significativo no início de 2026.

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