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Agronegócio
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Crédito rural sustentável cai para R$ 46 bilhões no Brasil

Queda sinaliza desafios para a agropecuária em 2026

João Pereira20 de maio de 2026 às 17:10
Crédito rural sustentável cai para R$ 46 bilhões no Brasil

O crédito rural com foco em sustentabilidade atingiu R$ 46 bilhões entre julho de 2025 e março de 2026, uma redução de R$ 8,2 bilhões em relação ao mesmo intervalo da safra anterior.

Os dados foram revelados no boletim trimestral da consultoria Agroicone, que detalha como esse montante representa 22,6% do total destinado a custeio e investimento no setor, refletindo um período de desafios financeiros.

A retração nos recursos destinados a investimento foi de 17,7%, com a agricultura apresentando uma queda de 16,2%.

Dinâmica do mercado e impacto

Os pesquisadores Gustavo Lobo e Lauro Vicari atribuem essa diminuição ao aumento do custo do capital e ao endividamento rural, limitando esforços de transição produtiva. O investimento rural diminuiu significativamente, caindo de R$ 79,02 bilhões para R$ 64,99 bilhões.

A pecuária teve uma queda de 6,4% nas contratações, enquanto a agricultura enfrentou uma redução de 16,2% em recursos voltados à sustentabilidade.

Distribuição regional dos recursos

Entre os estados, o Rio Grande do Sul liderou em volume de crédito, com R$ 8,4 bilhões, seguido por Minas Gerais (R$ 6,9 bilhões) e Paraná (R$ 4,6 bilhões).

As principais fontes de recursos foram os recursos obrigatórios (R$ 10,4 bilhões) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) com subvenção econômica (R$ 10,1 bilhões).

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) registrou um aumento, com linhas sustentáveis alcançando R$ 2,3 bilhões, um crescimento em relação ao ano anterior.

Exigências legais e sustentabilidade

O estudo ainda menciona a Resolução do Conselho Monetário Nacional que, embora adiada, espera-se que implemente critérios rigorosos de sustentabilidade, aumentando a diligência no setor.

Esse cenário desafia a agropecuária brasileira, especialmente com uma previsão ainda incerta para os desembolsos até o final da safra 2025/26.

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