Setor moageiro pede medidas urgentes em pauta durante evento no Rio de Janeiro.

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) vai apresentar uma pauta de reivindicações do setor moageiro à equipe de transição do presidente eleito. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira, no segundo dia do 33º Congresso Internacional do Trigo, realizado no Rio de Janeiro.
Entre as demandas estão a implementação de uma política nacional para o trigo, melhorias na armazenagem, linhas de crédito específicas para os moinhos, ajustes regulatórios e apoio à expansão da cultura no Cerrado.
Rubens Barbosa, presidente-executivo da Abitrigo, destacou que a associação pretende levar as preocupações do setor já no período de transição. Durante a abertura do evento, ele afirmou que os diálogos com a nova administração federal devem iniciar em janeiro.
✨ A Abitrigo aponta que o Brasil pode registrar a maior importação de trigo dos últimos 30 anos, com volume previsto de até 9 milhões de toneladas para garantir o abastecimento interno.
A situação é agravada por adversidades climáticas e financeiras enfrentadas pelos produtores, resultando em queda de produtividade e problemas de qualidade, especialmente nos Estados do Sul. Potenciais problemas também estão sendo observados na qualidade do trigo argentino.
Rubens Barbosa também mencionou que o setor está sendo impactado por conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia e tensões no Irã, o que pressiona os preços de fertilizantes, diesel e aumenta custos com frete e seguro marítimo.
Para a safra 2026/27, a Abitrigo prevê um aumento nos custos industriais devido à elevação da carga tributária sobre o trigo importado, além de um corte de 10% no crédito presumido. Isso pode refletir nos preços da farinha e de produtos derivados, como pães e massas.
A agenda a ser apresentada ao novo governo inclui questões de produção, crédito, infraestrutura e regulação, em um momento críticamente caracterizado por oferta restrita e crescentes custos na cadeia do trigo.
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