Decisão foi tomada após análise indicar níveis de toxinas acima do permitido.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) decidiu suspender temporariamente a retirada de ostras destinadas ao consumo humano no município de Guaratuba, no Litoral do Paraná, devido à detecção de toxinas em níveis superiores ao permitido.
O produto, conhecido como as ostras do Cabaraquara, obteve a Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) em outubro de 2025. A decisão da Adapar foi motivada por análises que revelaram concentrações de ficotoxinas do grupo do ácido okadaico acima do limite máximo recomendado para consumo humano.
As informações foram divulgadas na Nota Técnica 03/2026, do Departamento de Saúde Animal da Adapar, e seguem válidas. A substância é produzida pela microalga Dinophysis, que pode se acumular em moluscos bivalves, gerando riscos à saúde ao serem ingeridos.
✨ A medida afeta oito produtores da região e a Adapar alerta sobre os riscos do consumo de produtos contaminados, que podem causar intoxicação alimentar.
Elisangela Octaviano, diretora da Secretaria Municipal da Pesca de Guaratuba, informou que as famílias envolvidas na atividade extrativista receberam orientações sobre a suspensão. A produção local é de cerca de 80 mil dúzias de ostras anualmente, com maior retirada durante o verão, quando o consumo também é elevado.
Embora não haja dados consolidados para estimar o impacto imediato da suspensão, produtore buscama alternativas, como a oferta de pratos com camarão e pescados em seus restaurantes.
A área de cultivo das ostras é considerada um santuário ecológico, e a Adapar continuará monitorando a região até que os níveis de toxinas retornem à normalidade, garantindo a segurança do consumo.
Cláudio Cesar Sobezak, chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos da Adapar, destacou a importância da fiscalização contínua e advertiu a população sobre a comercialização clandestina de ostras.
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