Cadeias tradicionais do agronegócio buscam maior resiliência devido a mudanças climáticas.

Eventos climáticos extremos têm impulsionado a adoção de sistemas agroflorestais em cadeias tradicionais do agronegócio. A combinação de perdas nas culturas de café, açaí e principalmente o cacau tem levado esses setores a considerar modelos mais resilientes.
Gilberto Terra, cofundador da Corageous Land, destaca que "não é moda, é um imperativo das circunstâncias". Ele enfatiza que, nas últimas décadas, todos os envolvidos na agricultura perceberam a necessidade de adaptação ao novo cenário.
Valmir Ortega, da Belterra, menciona que a transição é mais evidente na produção de cacau, onde o cultivo consorciado com florestas já se tornou uma prática reconhecida no sul da Bahia.
A mudança também é visível no Instituto Arapyaú. Ricardo Gomes, diretor programático, relata que houve um aumento na busca por informações sobre sistemas agroflorestais após o crescimento do mercado de cacau em 2024, com vários investidores se interessando pelo modelo.
✨ A Cacau Amazônia+ em Rondônia investe R$ 14 milhões na produção de cacau fino agroflorestal, com planos de expandir para cinco mil hectares.
Marco Curatella, cofundador e diretor da empresa, observa que essa evolução transcende o Brasil, configurando-se como uma tendência no mercado global.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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