Setor exportador brasileiro vê a medida como alívio temporário

A retirada da carne bovina brasileira da lista de produtos que enfrentará a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos é vista por representantes da indústria exportadora como um alívio temporário, mas sem garantias para o futuro.
Embora esta decisão diminua a ameaça imediata à competitividade da carne bovina no mercado americano, o setor mantém vigilância constante, já que a proposta de taxação ainda passará por consulta pública até a deliberação final, marcada para julho.
✨ Em 2025, as exportações brasileiras de carne bovina para os EUA somaram 271,8 mil toneladas, mesmo com a tarifa elevada.
Até abril de 2026, o Brasil já havia exportado 149,7 mil toneladas do produto, o que demonstra a relevância contínua do Brasil como fornecedor dessa proteína para o mercado americano.
Os empresários enxergam a exclusão da carne bovina como um reconhecimento dos Estados Unidos sobre a importância da carne brasileira para o seu abastecimento interno, especialmente em um período de diminuição significativa do rebanho bovino naquele país, que impacta os preços ao consumidor.
Recentemente, os EUA consideraram eliminar a tarifa de 26,4% sobre a carne brasileira, mas a proposta foi retirada após pressão dos pecuaristas locais.
Vale lembrar que neste ano, a cota de 52 mil toneladas isentas de tarifa foi completamente utilizada em menos de uma semana.
Além disso, o setor de pescados está buscando diversificar sua presença comercial, enquanto a indústria de café solúvel e os produtores de etanol avaliam as implicações da nova tarifa imposta pelos EUA.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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