Cenário aponta para estoques menores e consumo elevado no mercado global

A análise de oferta e demanda de algodão para a safra 2026/27 revela que estoques estão mais reduzidos e o consumo permanece aquecido, conforme relatório semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado na última segunda-feira.
Essas condições ajudaram a sustentar os preços da fibra na bolsa de Nova York no dia da divulgação dos números. A queda nos estoques finais da safra 2025/26, causada pela forte exportação do alimento no Brasil e nos Estados Unidos, desencadeou uma redução nas projeções de estoques iniciais para a temporada 2026/27, comparando junho a maio.
A previsão de produção global para a nova safra se manteve estável, com um total estimado em 25,27 milhões de toneladas, o que limitou o aumento da oferta em um cenário de demanda crescente. Adicionalmente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a estimativa de consumo mundial, que agora é de 26,51 milhões de toneladas, um aumento de 0,06%.
✨ O ajuste de consumo é impulsionado pela expectativa de alta demanda dos países asiáticos e pela decisão da Índia de zerar as tarifas de importação até 31 de outubro.
Com uma oferta limitada e um consumo elevado, os estoques finais da safra 2026/27 foram reduzidos em 1% em relação a projecções anteriores, atingindo o menor volume desde a safra 2018/19. Esse cenário apertado reforça a percepção de escassez no mercado internacional e influencia a valorização dos contratos de algodão na bolsa de Nova York.
A escassez relativa de algodão no mercado global é um fator crucial que impacta os preços. As decisões políticas, como a isenção de tarifas pela Índia, visam aumentar a oferta interna e fomentar a indústria local.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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