Publicação analisa trajetória da africanização e seus desafios

A Embrapa Meio-Norte revelou, na quarta-feira (13), um novo estudo sobre a abelha africanizada, discutindo sua história e os impactos na apicultura do Brasil.
Intitulado 'Aspectos históricos da abelha africanizada e seus impactos na apicultura brasileira', o material revisita a introdução dessa subespécie, iniciada em 1956, que celebra 70 anos em 2026. A publicação fornece embasamento técnico sobre a africanização, seus efeitos na produtividade e os desafios permanentes no manejo dessas colônias.
✨ A introdução de rainhas africanas por Warwick Estevan Kerr visava unir a produtividade africana à docilidade de linhagens europeias.
Um dos marcos significativos foi o incidente de 1957 em Rio Claro (SP), quando a remoção acidental de telas que restringiam enxames resultou na hibridização em condições naturais. Durante os 15 anos seguintes, o setor enfrentou problemas como desorganização e o medo gerado pelo comportamento defensivo dos enxames, levando muitos apicultores a abandonarem a atividade.
No entanto, a Embrapa enfatiza que o setor se reinventou através da pesquisa e adaptação de práticas de manejo, refletindo no aumento da produção. Em 1950, o Brasil produzia cerca de 5 mil toneladas de mel anualmente, enquanto em 2024 esse número subiu para aproximadamente 67,3 mil toneladas.
"As exportações de mel alcançaram US$ 116,5 milhões em 2025.
Ainda são discutidos na publicação temas como a tendência à enxameação, comportamentos defensivos e seus impactos em espécies nativas. Um dado econômico relevante indicado é que o valor dos serviços de polinização pode ultrapassar em até 48 vezes a renda obtida com a venda de mel.
A obra é uma ferramenta valiosa para pesquisadores, extensionistas, apicultores e autoridades governamentais, contribuindo para um entendimento mais profundo da apicultura no Brasil.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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