Nova cota é dividida entre o litoral norte e sul do estado

O governo federal anunciou na quarta-feira (11) a liberação de 430 toneladas extras da cota de pesca da tainha, permitindo sua captura por arrasto de praia em Santa Catarina, poucos dias após a suspensão da atividade por atingir quase 90% do limite permitido.
A nova regulamentação define uma divisão da cota adicional entre as regiões do estado, com 230 toneladas autorizadas para o litoral centro-norte e 200 toneladas para o litoral centro-sul. Essa decisão do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) foi embasada em análises feitas pelo Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, levando em conta dados científicos sobre a distribuição dos cardumes neste ano.
✨ A suspensão da pesca ocorreu devido à concentração da tainha em algumas áreas, enquanto outras registraram ausência dos peixes por influência de fatores oceanográficos.
Uma comparação com dados históricos revelou que apenas três dos 25 municípios costeiros de Santa Catarina apresentaram volumes de captura próximos aos registrados em anos anteriores. A situação é especialmente preocupante no litoral norte, onde a maioria dos municípios não obteve resultados satisfatórios na captura da tainha.
"Estamos ampliando as cotas para apoiar regiões que enfrentaram dificuldades, sempre respeitando os critérios técnicos para a gestão sustentável da pesca
Além de beneficiar as regiões afetadas, a nova cota busca evitar desperdícios, já que a queda nos preços em algumas áreas foi notada devido ao aumento da oferta. O MPA assegurou que seguirá monitorando a situação para garantir a sustentabilidade dos estoques e a equidade na produção entre comunidades pesqueiras no estado.
A nova cota de 430 toneladas está distribuída entre: 230 toneladas para o litoral centro-norte (Araquari, Balneário Barra do Sul, entre outros) e 200 toneladas para o litoral centro-sul (Biguaçu, Florianópolis, entre outros).
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Jornalista especializado em Agronegócio

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