Queda nas exportações reflete aumento do consumo interno

A projeção para a colheita de milho em Mato Grosso para a safra 2026/27 estima uma demanda total de 54,04 milhões de toneladas, representando uma queda de 7,41% em comparação com a safra anterior, conforme dados fornecidos pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Esse cenário é marcado por um aumento na importância do mercado interno, que deverá absorver uma quantidade maior do cereal, enquanto as exportações estão previstas para retroceder, devido ao maior foco no consumo doméstico.
✨ O consumo interno deve subir para 27,04 milhões de toneladas, um aumento de 16,23% em relação à safra anterior.
Esse crescimento é sustentado pela instalação de novas usinas de etanol que utilizam milho e pela expansão da capacidade de unidades já existentes. Por outro lado, as exportações devem cair para 17,50 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição de 27,39% em relação à safra 2025/26.
Essa diminuição nas exportações é um reflexo do direcionamento da produção para o mercado interno e da correspondente diminuição do excedente disponível para exportação.
Embora o consumo interestadual de milho em Mato Grosso continue a ser uma parte relevante da demanda, sua participação na totalidade deve ser inferior à do ano anterior, devido à crescente atratividade do cereal no mercado local.
Com esse aumento no consumo doméstico, as perspectivas para os estoques finais de milho também são pessimistas, prevendo-se uma redução de 55,77%, resultando em 0,29 milhões de toneladas disponíveis.
Portanto, a safra de 2026/27 sinaliza uma alteração significativa na dinâmica da demanda por milho em Mato Grosso, com uma maior dependência do consumo local e uma menor disposição do produto para ser exportado.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária atualiza números para 2024/25

Setor deve superar 22 milhões de toneladas em 2026

Resultado reafirma a força do estado no setor agropecuário

Rio Grande do Sul registra dificuldades na comercialização da fruta