Setor lácteo enfrenta desafios com altas e variações no mercado

O valor pago ao produtor pelo leite registrou mais um aumento em abril de 2026, marcando o quarto mês consecutivo de alta. Segundo pesquisa do Cepea, houve um crescimento de 10,4% em relação a março, estabelecendo a média nacional em R$ 2,6584 por litro.
Apesar do aumento, o preço ainda fica 7,1% abaixo do que foi visto em abril de 2025, considerando valores ajustados pela inflação do IPCA. Esse movimento ascendente é atribuído à diminuição da produção, típica desse período, e ao intensificado interesse dos laticinistas na aquisição de leite cru.
Em maio, uma nova pesquisa do Cepea, em parceria com a OCB, revelou comportamentos distintos entre os produtos lácteos no atacado paulista. Os preços da muçarela e do leite em pó permaneceram estáveis, com pequenas elevações de 0,12% e 0,13%, respectivamente, resultando em médias mensais de R$ 35,10 por kg para a muçarela e R$ 30,89 por kg para o leite em pó.
As transações internacionais de lácteos também mostraram avanços em maio. Tanto as importações quanto as exportações cresceram, mas a taxa de aumento foi maior nos embarques. As importações subiram 3,58%, atingindo 226,21 milhões de litros em Equivalente-Leite (EqL), enquanto as exportações se elevaram em 45,33%, atingindo 5,81 milhões de litros EqL.
Em comparação a maio de 2025, as importações aumentaram 27,93%, ao passo que os embarques caíram 21,42%, refletindo a dinâmica do mercado.
Outro destaque foi a redução do Custo Operacional Efetivo (COE), que registrou sua primeira queda em 2026, com uma diminuição de 1,39% em maio. Apesar de um recuo no período, o COE ainda apresenta um crescimento acumulado de 1,80% no ano, em grande parte devido à redução nos preços de nutrição animal e operações mecanizadas.
✨ A alta no preço do leite e a estabilidade dos derivados refletem desafios e oportunidades no setor lácteo.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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