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Agronegócio
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Agronegócio brasileiro exporta US$ 1,44 bilhão ao CCG em 2026

Apesar da queda em março, alta no primeiro trimestre é significativa

Gabriel Azevedo12 de abril de 2026 às 10:25
Agronegócio brasileiro exporta US$ 1,44 bilhão ao CCG em 2026

O agronegócio brasileiro exportou US$ 1,44 bilhão ao Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) nos três primeiros meses de 2026, apesar de uma queda de 25,38% nas vendas de março.

Os embarques de frango, o principal item enviado à região, sofreram uma retração de 13,80% no último mês, totalizando US$ 185,50 milhões, embora tenha havido um crescimento de 2,32% no trimestre, alcançando US$ 619,12 milhões.

O açúcar, outro produto de destaque, viu suas exportações caírem 43,37% em março, para US$ 54,07 milhões, mas apresentou um avanço de 26,41% em relação ao ano anterior, somando US$ 363,11 milhões.

Por outro lado, a carne bovina se destacou com um aumento significativo, registrando alta de 23,87% em março, totalizando US$ 47,75 milhões, e um crescimento de 65,29% no acumulado do trimestre, atingindo US$ 194,56 milhões.

No mês de março, as exportações de café também cresceram 34,24%, alcançando US$ 9,97 milhões, e 64,3% no trimestre, totalizando US$ 49,58 milhões.

Em contraste, o milho foi severamente afetado pelo conflito, quase sem exportações, com uma drástica queda de 99,96% em março, atingindo apenas US$ 0,03 milhão, embora o total no trimestre registre uma diminuição ainda limitada de 5,8%, totalizando US$ 61,22 milhões.

As importações brasileiras de fertilizantes do CCG também caíram consideravelmente, com uma redução de 51,35% no primeiro trimestre, mostrando uma dependência crítica entre as regiões.

Importância do comércio

O Brasil exportou US$ 21,3 bilhões para os países árabes em 2025, com o agronegócio representando 75% desse total, destacando a relevância do setor na troca comercial entre as regiões.

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"Esse é um ponto que preocupa tanto o nosso agro quanto os países árabes, que dependem da capacidade do Brasil de vender a eles alimentos excedentes. É preciso buscar formas de minimizar esses impactos," afirmou Mohamad Orra Mourad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

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