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Agronegócio
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Agronegócio paulista emprega 4,34 milhões mas perde espaço no mercado

Setor apresenta força de trabalho qualificada, mas enfrenta desafios

Giovani Ferreira15 de abril de 2026 às 10:45
Agronegócio paulista emprega 4,34 milhões mas perde espaço no mercado

Em 2024, o agronegócio de São Paulo atingiu 4,34 milhões de trabalhadores, conforme dados do Cepea, revelando um crescimento de 0,3% em relação ao ano anterior. Este número representa 15,3% do total de empregos no agronegócio brasileiro.

Estudo inédito revela que 75,3% dos trabalhadores têm ensino médio ou superior.

Esse estudo, uma colaboração do Cepea com a Fiesp, é o primeiro a detalhar a força de trabalho do agronegócio no estado, desafiando a visão simplista que associa o setor à informalidade e baixa escolaridade. Nos dados apresentados, 75,3% dos trabalhadores possuem ao menos o ensino médio, um reflexo da evolução e formalização do setor.

Ademais, 54,7% dos empregos no setor são com carteira assinada, e 60,1% dos trabalhadores são homens. Embora a maioria ainda seja masculina, o alto nível de formalização sugere uma adaptação às normas trabalhistas, tornando o setor mais competitivo em relação à indústria e serviços.

Desafios de emprego no setor

Entretanto, enquanto o agronegócio paulista apresentou um crescimento modesto de apenas 4,6% na força de trabalho entre 2012 e 2024, a população total do estado cresceu 18,9%, criando um ambiente de maior concorrência por mão de obra.

A situação se agrava, pois de 2023 para 2024, enquanto o agronegócio avançou levemente em empregos, a população geral do estado teve um incremento de 2,2%. Isso indica que o agronegócio tem perdido participação como fornecedor de empregos na economia de São Paulo, tornando-se crucial para os produtores compreenderem essa dinâmica.

Dinâmicas por segmento

Ao analisar o agronegócio mais detalhadamente entre 2012 e 2024, observa-se que os segmentos de agrosserviços e indústrias de insumos cresceram, refletindo a crescente especialização e tecnificação do setor. Contudo, a agropecuária e a agroindústria enfrentaram um declínio, evidenciando que a mecanização tem reduzido a demanda por trabalho manual, sem criar o número suficiente de novas oportunidades de emprego.

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