Setor apresenta crescimento significativo no mercado de trabalho

A agropecuária brasileira alcançou a marca de 12.523 novos empregos formais em julho de 2026, conforme os dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), baseados no Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.
Com um total de 111 mil novas admissões e 98,5 mil desligamentos, o saldo do setor representou um crescimento de 32,4% em comparação com julho de 2025, quando foram adicionados 9,5 mil postos de trabalho. No entanto, o resultado deste ano ainda está 30% abaixo da média histórica para o mês, que é de 17.889 vagas.
✨ O Centro-Oeste destacou-se como a região que mais abriu vagas, com 5.037 novos empregos.
No total do país, foram criados 58.568 empregos formais em julho. Em relação às regiões, o Sudeste teve um saldo de 4.729 novas vagas, seguido pelo Nordeste, com 2.428, e o Norte, que registrou 581 novos postos. O Sul, por outro lado, teve uma contração de 252 vagas.
Entre os estados, São Paulo liderou com a criação de 9,3 mil novas oportunidades, seguido por Mato Grosso com 3,4 mil, Goiás com 1,7 mil, Rio Grande do Norte com 1,7 mil e Minas Gerais com 1,3 mil. Já o Espírito Santo teve a maior perda, fechando 5,9 mil postos.
O cultivo de laranja foi a atividade que mais gerou empregos, com 3.636 novas vagas. Outras atividades que se destacaram incluem serviços de preparo de terreno e colheita, com 2.564 postos, e apoio à agricultura, com 2.278.
Entretanto, o cultivo de café registrou a maior perda, com 7.155 vagas cortadas. Também ocorreram retrações significativas nos cultivos de mamão, pimenta-do-reino e morango, além da produção de mudas.
Assim, os dados de julho de 2026 mostraram um saldo positivo no emprego formal na agropecuária brasileira, refletindo um crescimento em relação ao ano anterior e destacando a importância do cultivo de laranja.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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