Custo de fertilizantes cai significativamente devido ao aumento das tensões no Oriente Médio

A alta do petróleo e o agravamento das tensões no Oriente Médio têm gerado preocupações sobre custos logísticos e abastecimento de insumos agrícolas no Brasil. O petróleo voltou a ser comercializado acima de US$ 100 por barril, enquanto o conflito entre Estados Unidos e Irã continua.
Uma análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, destaca que o fluxo de fertilizantes do Oriente Médio para o Brasil já sofreu impactos significativos. O volume de ureia originado da região caiu cerca de 50% em relação ao ano passado.
✨ A queda no fornecimento de enxofre é ainda mais acentuada, com uma retração de 87% comparada ao mesmo período do ano anterior. Isso é preocupante, visto que a região corresponde a aproximadamente 40% das exportações mundiais desse insumo.
No mercado de MAP (Fosfato Monoamônico), a redução também é expressiva, com queda de cerca de 34%. O cenário atual de menor oferta é evidenciado pela movimentação de navios nos últimos 30 dias. Apesar de existirem alternativas para suprimento de ureia, a janela de aquisição se torna cada vez mais curta.
Além disso, a China complica o panorama com suas cotas de sulfato, causando incertezas no mercado, enquanto os line-ups mostram uma redução. A aproximação da semeadura da soja nos próximos meses pode trazer ainda mais atenção para a safrinha, pois mais de 50% do volume ainda precisa ser negociado, mantendo o setor vulnerável a mudanças nos fluxos internacionais, preços e disponibilidade de fertilizantes.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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