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Agronegócio
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Alta do trigo na Bolsa de Chicago e clima preocupante no Brasil

Mercados reagem a condições climáticas adversas no Sul do Brasil

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 11:10
Alta do trigo na Bolsa de Chicago e clima preocupante no Brasil

Entre os dias 6 e 9 de julho de 2026, o trigo na Bolsa de Chicago teve um aumento significativo, atingindo o preço de US$ 6,11 por bushel. Enquanto isso, os preços no Brasil se mantiveram estáveis, mas as condições climáticas no Sul geram preocupações no mercado.

Situação no Mercado e Conjuntura Climática

No fechamento do dia 9 de julho, o trigo na CBOT subiu de US$ 5,90 para US$ 6,11 por bushel. A colheita de trigo de inverno nos EUA avança rapidamente, com 59% da área já colhida, superando a média histórica de 51%. Contudo, a qualidade das plantações permanece uma preocupação, com 47% classificadas como ruins ou muito ruins.

Previsões climáticas indicadas pela CEEMA alertam para riscos de geadas no Paraná e chuvas intensas no Rio Grande do Sul.

Produção Argentina e Impacto no Brasil

A Bolsa de Grãos de Rosário projeta uma safra de trigo argentina para 2026/27 de 20,5 milhões de toneladas, enquanto o Brasil vê seus preços se estabilizarem entre R$ 70,00 e R$ 71,00 por saca.

Os moinhos brasileiros estão priorizando a nova safra com entregas programadas para setembro e outubro de 2026, enquanto os vendedores em São Paulo buscam por preços mais altos devido à escassez de estoque.

Dupla Advertência Climática

A chegada do inverno no Sul do Brasil traz duas preocupações principais. As geadas podem afetar negativamente as lavouras no Paraná, mas podem beneficiar as plantações no Rio Grande do Sul. Por outro lado, a previsão de chuvas intensas previstas para a segunda quinzena de julho adiciona incertezas ao cenário.

O clima, portanto, desempenha um papel crucial nas próximas semanas, uma vez que a colheita nacional não começa até setembro, no Paraná.

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