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Agronegócio
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Alta nos preços do trigo acompanha fatores climáticos em 2026

Mercado do trigo enfrenta desafios por seca e tensões geopolíticas.

João Pereira21 de maio de 2026 às 14:15
Alta nos preços do trigo acompanha fatores climáticos em 2026

Os preços do trigo no Brasil seguem em ascensão, conforme relatado no Boletim Agropecuário de maio elaborado pela Epagri/Cepa. Santa Catarina, por exemplo, registrou um aumento de 1,94% no valor médio do cereal, que fechou abril a R$ 62,45 por saca de 60 quilos.

Apesar da alta recente, o preço apresenta uma queda acumulada de 19,46% comparado ao mesmo período do ano anterior. No Rio Grande do Sul, a valorização foi de 6,15%, enquanto no Paraná, o aumento foi de 6,40% no mercado local.

O mercado internacional de trigo está sendo afetado por fatores climáticos e tensões geopolíticas, incluindo a seca nas Grandes Planícies dos EUA e preocupações com o fenômeno El Niño.

A seca prolongada nos Estados Unidos impactou negativamente a safra de trigo de inverno, resultando em condições ruins para boa parte das lavouras. Adicionalmente, as incertezas relacionadas ao El Niño e às tensões no Oriente Médio têm pressionado os custos de produção.

Contexto do Mercado Internacional

Os contratos futuros de trigo para julho de 2026 estão cotados a US$ 6,35 por bushel, e para dezembro de 2026, a US$ 6,71 por bushel.

Recentes projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimam uma oferta mundial de trigo de 1,103 bilhão de toneladas para a safra 2025/26, atribuída à produção aumentada na União Europeia e na Rússia, enquanto o consumo global foi ajustado para 820,1 milhões de toneladas.

A queda na demanda da Índia por trigo e a redução das exportações da Ucrânia e de outros países têm impactado o comércio global, que deve chegar a 221,9 milhões de toneladas. Os estoques finais globais para 2025/26 foram revisados para 283,1 milhões de toneladas, um aumento de 9% em relação ao ano anterior.

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