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Agronegócio
2 min de leitura

Mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta lentidão e preços baixos

Compras limitadas e preocupações com a próxima safra marcam o cenário

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 08:15
Mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta lentidão e preços baixos

O setor de trigo no Sul do Brasil está enfrentando um período de lentidão nas transações, refletido na procura limitada pelo cereal e na pressão moderada sobre os preços. A TF Agroeconômica informou que, na última semana, o estado do Rio Grande do Sul negociou cerca de 12 mil toneladas do produto, tendo apenas alguns moinhos funcionando ativamente.

Os preços do trigo estão em queda, com o trigo pão diminuindo de R$ 1.350 para R$ 1.320 a R$ 1.330 por tonelada. Para agosto, estima-se que o preço caia ainda mais, alcançando R$ 1.300, já que o mês de julho está com a demanda atendida.

A baixa demanda por farinhas está contribuindo para uma moagem reduzida, além de elevar as preocupações dos produtores para a próxima safra. Estão sendo relatados custos elevados, preços achatados, o risco associado ao fenômeno El Niño, e a possibilidade de contaminação por DON nas colheitas.

Cooperativas do centro e noroeste do Rio Grande do Sul mencionam uma possível redução de até 40% na área cultivada, embora ainda não haja confirmação oficial.

Estimativas de produção

A Emater-RS projeta uma produção de cerca de 2,2 milhões de toneladas para a nova safra, contrastando com os 3,8 a 4 milhões de toneladas registrados no ciclo anterior, resultando em um déficit provisório de 1,9 milhão de toneladas.

Em Panambi, o preço do balcão subiu para R$ 70,02 por saca. Em Santa Catarina, vendedores aguardam uma melhora nas cotações, com o trigo gaúcho a R$ 1.350 por tonelada para o tipo 1 e R$ 1.240 no tipo 2, enquanto a oferta de trigo branco permanece à venda por R$ 1.400, mas sem compradores.

No Paraná, os moinhos estão fazendo compras pontuais, oferecendo em média R$ 1.450 CIF. Parte do abastecimento é complementada com a importação do Paraguai, que busca oferecer maior qualidade e volume. Nos Campos Gerais, foram comercializadas entre 8 mil e 10 mil toneladas.

No Norte do Paraná, os preços variam entre R$ 1.520 e R$ 1.530, postos nos moinhos. A nova safra ainda não registrou negócios, com expectativas de preço próximo de R$ 1.400 CIF para os meses de agosto e setembro.

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