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Agronegócio
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Animação ensina indígenas a combater vassoura-de-bruxa da mandioca

Iniciativa do Iepé visa proteger plantações nas Terras Indígenas.

Gabriel Azevedo21 de junho de 2026 às 07:25
Animação ensina indígenas a combater vassoura-de-bruxa da mandioca

A disseminação da vassoura-de-bruxa, uma doença devastadora da mandioca, vem preocupando as comunidades indígenas do Amapá e do norte do Pará desde 2024, levando o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) a produzir uma animação educativa que ensina como prevenir e combater essa ameaça à segurança alimentar.

Colaboração e Produção

Realizada em colaboração com organizações locais das Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este, a animação foi criada em versões nas línguas tiriyó e aparai. O projeto contou com a participação ativa de indígenas na tradução e narração dos conteúdos, sob o apoio da Associação dos Povos Indígenas Tiriyó, Katxuyana e Txikiyana (APITIKATXI) e da Associação dos Povos Indígenas Wayana e Aparai (APIWA).

Conteúdos da Animação

O vídeo apresenta explicações sobre a doença, que é provocada por um fungo, e detalha como ela se espalha nas áreas de cultivo. Além disso, oferece recomendações práticas para o manejo, como a importância do monitoramento das plantações, o corte e queima de plantas afetadas e a higienização de ferramentas e vestimentas utilizadas durante o trabalho agrícola.

O material também sugere o tratamento das manivas antes do plantio e o uso de técnicas inovadoras, como a “água de vidro” para promover o rebrote saudável da mandioca.

A animação enfatiza a importância da combinação de saberes tradicionais com novas abordagens práticas para o cultivo.

Programa Tumucumaque-Wayamu

Este projeto visa facilitar o acesso à informação nas aldeias e fortalecer a troca de conhecimentos entre as comunidades indígenas.

O Iepé espera que esta iniciativa aumente a adoção de práticas de cultivo já bem-sucedidas em experimentos na região.

Disponível no canal do Iepé no YouTube, a animação será divulgada também através de aplicativos de mensagens e exibida em encontros, assembleias e oficinas nas comunidades. Há planos para a sua circulação em outras áreas, incluindo o território do rio Trombetas, onde habitam pessoas que falam a língua tiriyó.

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