Identificação precoce é chave para controle efetivo da doença.

A antracnose na cultura da soja, provocada pelo fungo Colletotrichum truncatum, é capaz de ocasionar desde falhas no estande de plantas até perdas drásticas na produtividade. Essa situação é particularmente preocupante entre os meses de setembro e abril, período crucial para o plantio e desenvolvimento das lavouras nas principais regiões do Brasil.
O reconhecimento antecipado dos sintomas dessa doença é fundamental para evitar sua propagação. As regiões de Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia, que frequentemente enfrentam altas taxas de umidade e chuvas, são mais suscetíveis ao desenvolvimento da antracnose.
A antracnose se destaca como uma infecção fúngica que pode comprometer diversas partes da planta. O patógeno persiste em sementes contaminadas e em restos de cultura, enquanto condições como alta umidade e temperaturas amenas a quentes favorecem o surgimento da infecção. O uso intensivo de semeadura direta, que deixa grandes volumes de palha, também proporciona um ambiente propício para a proliferação do fungo.
✨ Importante lembrar que a identificação dos primeiros sintomas é crucial para a decisão oportuna de intervenções fitossanitárias.
Os impactos da antracnose vão além da redução da produtividade, podendo afetar a qualidade dos grãos e gerar perdas subsequentes nas safras futuras.
O surgimento de falhas de estande e pequenas lesões escuras, especialmente nas plântulas e colos, são indícios iniciais. No estágio vegetativo, os danos tornam-se mais evidentes com lesões nas hastes e quedas de folhas, especialmente em condições de umidade alta.
No florescimento e durante o enchimento dos grãos, a situação se agrava, com o aumento da queda de flores e a formação de vagens comprometidas, levando a grãos de baixa qualidade.
É essencial diferenciar a antracnose de outras doenças que podem afetar a soja, como a mancha-alvo, que se apresenta com manchas foliares bem definidas, ou a ferrugem-asiática, que afeta principalmente a face inferior das folhas. Essas diagnósticos são cruciais para implementar o manejo adequado.
O monitoramento deve ser rigoroso desde a emergência das plantas, prestando atenção especial a falhas de estande e plântulas debilitadas. Durante o período de chuvas, as inspeções devem focar em hastes, pecíolos e flores, enquanto o controle químico deve ser feito em conformidade com as recomendações de um engenheiro agrônomo.
A aplicação de fungicidas e as práticas culturais precisam respeitar as orientações da legislação vigente, como doses e intervalos de segurança, para garantir não apenas a eficácia, mas também a segurança ambiental.
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