Estudo aponta perdas de R$ 10 bilhões com a pirataria na safra 2026/27

Uma pesquisa realizada em 2024 estima que o mercado ilegal de sementes no Brasil possa impactar a economia em R$ 10 bilhões anualmente. A diretora de Biotecnologia e Germoplasma da CropLife Brasil, Catharina Pires, alerta que as dificuldades financeiras no setor agrícola, que incluem margens apertadas e endividamento, podem incentivar ainda mais a compra de insumos irregulares.
Pires enfatiza que, em épocas de crise, especialmente em estados como o Rio Grande do Sul, onde os agricultores enfrentam estiagens e enchentes, aumenta o risco de decisões apressadas e a tentação por opções mais baratas, mas de origem ilícita.
""Quando os agricultores estão sob pressão financeira, eles podem ser seduzidos por soluções que parecem vantajosas, mas que podem acentuar sua vulnerabilidade," disse Pires.
✨ De acordo com o levantamento, 11% das sementes de soja plantadas no Brasil são ilegais, com quase 30% no Rio Grande do Sul.
O estudo da CropLife Brasil, realizado com a consultoria Celeres, revelou que eliminar o comércio ilegal poderia aumentar a receita dos produtores e gerar bilhões para o setor.
As consequências da pirataria vão além da perda financeira, afetando também a produtividade das lavouras. A pesquisa mostrou que a produtividade média da soja na safra 2023/24 foi reduzida em 17% por conta do uso de sementes irregulares, resultando em uma média de quatro sacas a menos por hectare.
A CropLife Brasil pretende realizar novas avaliações a cada cinco anos para monitorar a evolução do comércio ilegal e o efeito das suas iniciativas contra a pirataria de sementes.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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