Ministério da Agricultura e embaixador da China assinam protocolo que inclui novos produtos.

O ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, assinaram um protocolo sanitário que autoriza a ampliação das exportações de miúdos de suínos brasileiros para a China. O documento abrange produtos como fígado, coração e esôfago, além de itens já comercializados como orelha, rabo e focinho.
André de Paula destacou a importância da assinatura no fortalecimento das relações entre Brasil e China. "Significa um capítulo importante na suinocultura brasileira, acesso ao mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano, valorização da nossa produção e mais renda e emprego no campo e na indústria", afirmou.
✨ A ampliação das exportações pode gerar uma receita superior a US$ 100 milhões para o setor, com a expectativa de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos destinados ao mercado chinês.
Além disso, o embaixador chinês ressaltou que essa assinatura é uma evidência do dinamismo nas cooperações agropecuárias entre as nações. A ampliação do protocolo vem após a auditoria chinesa em frigoríficos brasileiros, que não resultou em novas habilitações ou retirada de suspensão de plantas.
Essas novas autorizações somam 19 unidades aptas a exportar, sendo nove em Santa Catarina, oito no Rio Grande do Sul, uma em Mato Grosso e uma em Goiás. A ABPA estima que Santa Catarina pode destinar 65,9 mil toneladas anuais ao mercado chinês, enquanto o Rio Grande do Sul poderia encaminhar mais de 40 mil toneladas.
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, comentou sobre a demanda crescente na China, afirmando que existe uma complementaridade entre os hábitos de consumo dos países que permitirá um melhor aproveitamento da carcaça e incremento na receita.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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