Relatório indica que conflitos geopolíticos e riscos climáticos afetarão o mercado agrícola.

Os preços internacionais de alimentos devem enfrentar um aumento significativo nos próximos dois anos, segundo um relatório do Banco Mundial. Após uma queda de 21% entre 2022 e 2025, a expectativa é de uma valorização de aproximadamente 18% nos preços até 2027.
Conflitos geopolíticos e custos elevados de energia, aliados à expectativa de um forte El Niño, surgem como fatores determinantes que podem pressionar os preços dos grãos.
✨ Projeções indicam uma alta de 14% nos preços dos grãos em 2026 e mais 9% em 2027, resultando em um total de 23% de aumento ao longo do período.
O trigo, em particular, deverá registrar um aumento acentuado de 28% em 2026 e 14% em 2027, impulsionado pela redução da produção global e dificuldades nas exportações. A produção do trigo deve cair 3% na safra de 2026/2027, com quedas significativas na produção nos EUA, Canadá e Austrália.
O cenário para o milho é semelhante, com um aumento previsto de 10% nos preços em 2026 e 5% em 2027. No caso da soja, espera-se uma elevação de 18% em 2026 e 5% em 2027, mesmo com a expectativa de uma safra recorde.
Além disso, os custos dos fertilizantes e da energia também devem impactar os preços, com um aumento projetado de 14% nos preços dos fertilizantes em 2026 e alta de 32% nos preços de energia no mesmo ano.
O Banco Mundial ressalta que, embora as perspectivas de valorização sejam otimistas, a rentabilidade dos produtores brasileiros dependerá da relação entre os preços de venda, os custos de produção e a disponibilidade de insumos. Portanto, a monitorização dos custos e condições de oferta será crucial para o agronegócio nos próximos anos.
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