Setor exige interlocutor formal para dialogar com a campanha de Lula

O crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais foi recebido de forma positiva pelo agronegócio, segundo Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio.
Cogo afirmou que o setor vê essa situação como um alívio, mas a cobrança por um interlocutor formal da campanha com o agronegócio se mantém. Para ele, é fundamental que seja indicado um representante que possa articular propostas e manter o diálogo político.
✨ A expectativa é pela continuidade do modelo de interlocução anterior, facilitando a articulação entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a nova equipe do governo.
Além disso, uma equipe econômica alinhada ao mercado financeiro é vista pelo agronegócio como um sinal de compromisso fiscal, com prioridades como segurança jurídica fundiária e política econômica mais liberal.
Cogo ressaltou que, apesar do otimismo, o setor não apoia incondicionalmente e citou o 'Pacto pelo Brasil Nação' como um documento de referência. A avaliação é de que haverá maior movimentação política do agro no segundo turno, com diversificação de apoios regionais.
Por fim, a leitura do analista é de que o agronegócio projeta um fortalecimento da bancada ruralista e um quadro mais favorável nos governos estaduais, com menos fricções institucionais e maior previsibilidade regulatória com um alinhamento ao governo federal.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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