Lideranças do setor não conseguem renovar mandatos ou conquistar novas cadeiras no Congresso Nacional.

As eleições realizadas em 5 de outubro tiveram um impacto significativo nas lideranças do agronegócio que concorreram a vagas no Congresso Nacional. Diversos ex-ministros, dirigentes de entidades e parlamentares ligados ao setor enfrentaram dificuldades, com muitos não conseguindo renovar seus mandatos ou conquistar novas posições.
Entre os principais derrotados, destacam-se dois ex-ministros da área agrícola do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador Carlos Fávaro (PSD-MT), que atuou como ministro da Agricultura, obteve a quarta colocação na disputa pelo Senado em Mato Grosso, enquanto Paulo Teixeira (PT-SP), que liderou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, não conseguiu se reeleger como deputado federal.
✨ Carlos Fávaro recebeu 411.020 votos, correspondendo a 11,5% dos votos válidos no seu Estado, e ficou atrás de Janaina Riva (MDB) e dos eleitos Mauro Mendes (União Brasil) e José Medeiros (PL).
Fávaro, em suas redes sociais, expressou gratidão a seus apoiadores, afirmando que continuará lutando por um "Mato Grosso para todos". Outro ex-ministro da Agricultura, Neri Geller (Podemos), recebeu 31.383 votos em Mato Grosso, mas não foi eleito, ficando na condição de suplente.
Na esfera da agricultura familiar, Paulo Teixeira não conseguiu a reeleição, recebendo 106.062 votos. O ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento, Edegar Pretto (PT), também enfrentou uma derrota, não sendo eleito vice-governador do Rio Grande do Sul. Além disso, o deputado federal Heitor Schuch (PSD-RS), conhecido por sua atuação em defesa da agricultura familiar, também não foi reeleito, apesar de ter conquistado 68.8 mil votos.
Entretanto, nem todos os candidatos do agronegócio tiveram resultados negativos. Três deputados federais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram reeleitos: Valmir Assunção (PT-BA), Marcon (PT-RS) e João Daniel (PT-SE). Além deles, o ex-secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, e Thiago Boava (PL) foram eleitos para a Câmara dos Deputados.
Enquanto isso, novos nomes se firmaram na política, como Gracinha Caiado (União-GO), ex-primeira dama de Goiás, que foi eleita para o Senado e dará continuidade à defesa do setor.
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Jornalista especializado em Política




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