Financiamento visa transformação de áreas degradadas na Amazônia em sistemas sustentáveis de cultivo.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou a aprovação de um financiamento de R$ 250 milhões através do Fundo Clima para a Belterra, com o objetivo de transformar 4 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia em sistemas agroflorestais, focando na produção de cacau.
O investimento total para o projeto é de R$ 302 milhões, a ser implementado em fazendas de produtores rurais parceiros da Belterra localizadas no Pará, próximo à rodovia Transamazônica e de Carajás, e no município de Alta Floresta (MT). O financiamento concedido terá um prazo de vencimento de 15 anos, com um período de carência de cinco anos.
Esta é a segunda operação do Fundo Clima com o Grupo Belterra. Em 2025, a empresa já havia recebido R$ 100 milhões para um projeto de agroflorestas em 2.750 hectares em quatro estados. A nova transação integra o projeto Arco da Restauração, que visa recuperar áreas desmatadas na região do sul da Amazônia, no Arco do Desmatamento.
✨ Com essa iniciativa, a Belterra planeja plantar cerca de 4,72 milhões de mudas de 25 espécies nativas da Amazônia, incluindo a cacau.
Valmir Ortega, CEO da Belterra Agroflorestal, enfatizou que o apoio do BNDES permitirá um salto significativo na estratégia de crescimento da empresa, contribuindo para o desenvolvimento de uma nova base produtiva para o cacau brasileiro. Ortega destacou que cada hectare recuperado não apenas gera renda, mas também abriga biodiversidade, promovendo uma economia sustentável.
A operação permitirá que a Belterra amplie seus viveiros, instale sistemas de irrigação, adquira máquinas e equipamentos agrícolas, além de estruturas para fermentação e secagem do cacau, assegurando a assistência técnica e a capacitação dos produtores envolvidos.
O plantio deve ocorrer até 2031, e espera-se que os sistemas agroflorestais capturem aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de carbono equivalente até o mesmo ano.
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