Projeto visa reduzir 13,3 mil toneladas de CO₂ equivalente anualmente.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a aprovação de um financiamento de R$ 329 milhões para a cidade do Rio de Janeiro, com o intuito de implementar um projeto de eletrificação da frota de ônibus por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).
Esse projeto, que foi divulgado pelo banco na última sexta-feira (25), será estruturado como uma concessão administrativa com duração de 16 anos e prevê a compra e operação de 175 ônibus elétricos, além da instalação da infraestrutura de recarga e a construção de uma garagem pública para os veículos.
✨ A iniciativa deve resultar na geração de 535 empregos diretos e tem a meta de reduzir 13,3 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano, totalizando 199,4 mil toneladas ao longo dos 16 anos.
Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, destacou a singularidade do modelo adotado pelo Rio, afirmando que é a primeira cidade a buscar a implementação de um projeto com PPP para a eletrificação de sua frota.
Os recursos do financiamento provêm do Fundo Clima, que é coordenado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) e é destinado a viabilizar soluções de transição para uma economia de baixo carbono.
O prefeito Eduardo Cavaliere mencionou que a PPP é parte de um plano de descarbonização do município, que inclui a renovação da frota com veículos elétricos e movidos a biocombustíveis de forma progressiva.
O secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, ressaltou que o investimento total no primeiro lote de 175 veículos elétricos será de R$ 509 milhões, somando o financiamento do BNDES e contribuições da concessionária e do município.
A capital fluminense considera essa iniciativa um projeto-piloto, almejando que até 2030 cerca de 20% da frota de ônibus seja composta por veículos de emissão zero, o que equivale a aproximadamente mil coletivos.
Arraes finalizou explicando que, com a implementação da PPP, o município terá a obrigação de pagar as contraprestações à concessionária, indicando que este é o primeiro passo para a eletrificação da frota na cidade.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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