Safra 2025/26 supera marca anterior e se destaca em exportações.

O Brasil alcançou a marca de 1,6 milhão de toneladas de maçã na safra 2025/26, um recorde histórico, conforme anunciado pela Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) na última quarta-feira (21). Este volume supera o anterior de 1,3 milhão de toneladas, que data de 2017, e quase dobrou as 850 mil toneladas colhidas nas duas safras anteriores.
Santa Catarina se destacou como o maior produtor, com aproximadamente 830 mil toneladas, seguido pelo Rio Grande do Sul, que obteve 710 mil toneladas, e o Paraná, com 50 mil toneladas.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de maçã em 2026 totalizaram 48,6 mil toneladas, um aumento significativo em relação às 13 mil toneladas de 2025, resultando em uma receita de US$ 49,6 milhões. A Índia foi o principal mercado para a fruta, importando 18,1 mil toneladas, enquanto a Arábia Saudita adquiriu 10,1 mil toneladas.
✨ Embora as exportações tenham crescido, o diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque, mencionou que os embarques ficaram abaixo da expectativa inicial de 100 mil toneladas devido a desafios comerciais e logísticos, especialmente relacionados ao conflito no Oriente Médio.
A ABPM propõe abrir novos mercados, como México e Malásia, para aumentar as exportações e melhorar o equilíbrio do mercado interno. Para a safra 2026/27, as condições iniciais são promissoras devido ao bom desempenho do inverno e da florada, mas o resultado final da produção dependerá das etapas seguintes até a colheita das variedades Gala e Fuji, prevista para o início de 2027.
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