Exportações crescem, mas El Niño pode afetar produção e preços internacionais.

A perspectiva para a safra de café 2027/28 no Brasil é favorável, conforme aponta o relatório da Hedgepoint Global Markets. No entanto, os riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño ainda sustentam os preços internacionais do produto.
As condições climáticas atuais e uma boa florada têm favorecido o desenvolvimento das lavouras brasileiras. Entretanto, ondas de calor esperadas para o final de 2026 e períodos de chuvas abaixo da média no início de 2027 podem prejudicar o rendimento das plantações.
✨ O aumento das exportações brasileiras de café verde foi de 3,58 milhões de sacas em setembro, o que representa uma alta de 3,2% em comparação com o mesmo mês de 2025.
Os baixos estoques nos países consumidores amplificam a sensibilidade do mercado a notícias sobre a disponibilidade do café. Além disso, a combinação entre o avanço das exportações e as expectativas para a safra 2027/28 exerce pressão sobre os preços.
A consultoria também ressalta que o fortalecimento do real pode diminuir o interesse dos produtores em vender café, enquanto a menor participação de agentes comerciais no mercado futuro repercute em oscilações mais acentuadas nos preços.
Mudanças climáticas geradas pelo El Niño exigem atenção especial nas regiões cafeeiras do Brasil, especialmente para os contratos futuros do arábica com vencimento em março de 2027 e o conilon no Espírito Santo e Bahia, que são mais vulneráveis às mudanças climáticas.
A situação é semelhante em outros países produtores, como Vietnã e Indonésia, onde a escassez de água pode comprometer a colheita. Apesar disso, no caso da Colômbia, por enquanto os impactos estão sob controle, mas a situação deve ser monitorada.
O relatório destaca ainda que a entressafra nos países produtores, junto aos baixos estoques nos mercados consumidores, mantém no ar a preocupação pela disponibilização do café, o que pode gerar reações intensas nos preços caso ocorram problemas na produção nos próximos meses.
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