Adido agrícola do Brasil alerta sobre rigor nos padrões de insumos para evitar bloqueios nas exportações.

O controle de resíduos de agrotóxicos e medicamentos veterinários na China está se tornando cada vez mais rigoroso, afetando a importação de produtos agropecuários, especialmente da soja e da carne bovina brasileira.
Recentemente, o adido agrícola do Brasil em Pequim enviou um alerta ao Ministério da Agricultura brasileiro, solicitando um monitoramento mais rigoroso antes do embarque das mercadorias, especialmente devido às frequentes notificações e bloqueios de cargas por parte da China.
✨ Uma única detecção de substância proibida ou de resíduo acima do limite máximo permitido pode resultar na devolução ou destruição do lote.
O adido, Leandro Diamantino Feijó, recomenda que insumos proibidos na China sejam excluídos da cadeia produtiva brasileira. No entanto, essa proposta ainda não foi aceita pelo setor. Ele enfatiza que a preocupação não visa criar pânico, mas sim melhorar o monitoramento.
A preocupação quanto aos resíduos não é nova; dados mostram um aumento significativo nas notificações para cargas de carne bovina, passando de 167 em 2025 para 320 em 2026.
Luciano Vacari, CEO da NeoAgro Consultoria, alerta que a situação com o fluazuron, um insumo amplamente usado na pecuária, traz riscos devido à detecção recorrente na carne exportada. A falta de rastreabilidade individual no Brasil dificulta a identificação da origem dos resíduos.
Além dos problemas na carne, a soja também enfrentou complicações. Em novembro de 2025, a China cancelou a importação de uma carga significativa de soja devido a contaminação por trigo com agrotóxicos, que não são autorizados no país.
Até o momento, o Ministério da Agricultura e as entidades relevantes não se manifestaram sobre o novo alerta, e as repercussões no setor estão sendo acompanhadas de perto.
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