Instabilidade climática aumenta o risco e beneficia a colheita brasileira.

A instabilidade climática nos Estados Unidos está elevando os prêmios do milho, enquanto os produtores brasileiros avançam com a colheita da safrinha. Nesta segunda-feira (20), os contratos de milho e soja na Bolsa de Chicago apresentam um crescimento superior a 1%, refletindo a tensão no mercado.
Além da incerteza em relação a um possível acordo de paz e as tensões renovadas no Oriente Médio, que impactam fortemente o preço do petróleo, o clima instável é um fator crucial. A Agência de Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) previu chuvas abaixo da média em um momento crítico para o cultivo, elevando as dúvidas sobre a produtividade da safra norte-americana.
De acordo com Yedda Monteiro, analista da Biond Agro, a situação do milho é mais frágil em comparação à soja. Enquanto a soja compensa a pressão com expectativas de demanda, o cenário incerto do milho favorece os produtores brasileiros, que devem agir rapidamente e aproveitar as oportunidades no mercado.
"O mercado está precificando o risco. Ainda não existe uma perda consolidada da safra nos Estados Unidos. Portanto, é aconselhável que os agricultores brasileiros capitalizem as oportunidades agora, sem depender de uma alta contínua dos preços. Caso as condições climáticas melhorem, a tendência de alta pode rapidamente se desvanecer
✨ A recomendação é negociar a produção em etapas, evitando o risco de uma reversão brusca nos preços.
Caso as chuvas retornem ao cinturão agrícola nos EUA, a pressão sobre os preços pode aumentar, limitando novas altas. A recomendação da Biond Agro é realizar vendas escalonadas, permitindo que os agricultores aproveitem os picos de preço sem arriscar em previsões de mercado.
Embora a oferta interna de milho tenha pressionado os preços na B3, o cenário global ajudou a suavizar essa pressão. Apesar das dificuldades, a valorização dos preços locais foi contida em meio ao escoamento da produção.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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