Entidade propõe melhorias no financiamento e reconhecimento de iniciativas sustentáveis durante a conferência.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta quinta-feira (15/10), o seu posicionamento para a 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 31), que ocorrerá de 9 a 20 de novembro em Antalya, Turquia.
A CNA destacou que a COP 31 enfrentará o desafio de avançar em temas como financiamento, transparência, adaptação e mitigação, além da agricultura, em um cenário repleto de disputas comerciais e riscos nas cadeias de suprimento de alimentos. A principal questão do encontro, segundo a entidade, é transformar metas climáticas em ações práticas para promover a sustentabilidade da produção agropecuária.
✨ A CNA defende o aumento dos recursos destinados à agenda climática e a necessidade de um ambiente favorável para projetos sustentáveis.
Em seu documento intitulado 'Agropecuária Brasileira no Acordo de Paris - COP 31', que foi entregue a representantes do governo brasileiro, a CNA pede reconhecimento e valorização de quem preserva os recursos naturais. O objetivo é que a conservação ambiental dentro das propriedades tenha valor econômico e possa ser financiada sem impactar a produtividade.
A entidade também propõe direcionamento de financiamento climático para ações que conciliem produtividade e resiliência, além da ampliação da produção e uso de biocombustíveis e energias renováveis.
Durante a COP 29, foi definida a meta de que países desenvolvidos devem mobilizar ao menos US$ 300 bilhões anualmente até 2035. A CNA assinala a importância de facilitar o acesso a esses recursos, uma vez que o financiamento especificamente destinado à agricultura ainda é limitado.
A instituição reitera a necessidade de manter uma agenda de agricultura e segurança alimentar nas discussões climáticas e defende que as diversas formas de produção sejam reconhecidas para evitar soluções únicas.
A CNA acredita que metodologias inadequadas nas avaliações internacionais podem gerar equívocos sobre a pegada ambiental dos produtos brasileiros, resultando em restrições comerciais indevidas.
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