Café arábica já teve 63% da produção beneficiada

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já atingiu 81% da área, conforme o último levantamento divulgado pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). Esse avanço se deve ao clima predominantemente seco, que facilitou as operações no campo.
Atualmente, cerca de 63% da produção já foi beneficiada, resultando em um rendimento médio de aproximadamente 500 litros de café em coco para cada saca de 60 quilos beneficiada. A realização de colheita em massa está trazendo à tona uma maior participação do café de catação, que já responde por mais de 20% do volume total colhido.
Diante desse cenário, especialistas da Expocacer sugerem que os produtores foquem na retirada dos frutos ainda nas plantas e intensifiquem a coleta de café que se encontra no chão. Essa estratégia visa aproveitar o período seco e reduzir o risco de perder qualidade na produção caso as chuvas voltem a ocorrer.
✨ A falta de chuvas beneficia a colheita, mas pode comprometer a umidade do solo, exigindo atenção dos agricultores.
Na última semana, Patrocínio, em Minas Gerais, teve um clima seco, com pouca ou nenhuma precipitação. Apenas Uberaba registrou uma mínima de 0,3 milímetro de chuva. O tempo firme deve continuar, com temperaturas variando entre 28°C e 30°C durante o dia e mínimas entre 8°C e 15°C à noite.
Embora a ausência de chuvas possa ser positiva para a colheita e secagem dos grãos, a cooperativa alerta sobre o risco de perda de umidade do solo e o potencial aumento no desenvolvimento de pragas como o bicho-mineiro e o ácaro-vermelho, especialmente com o calor que o tempo seco traz.
Os agricultores de lavouras irrigadas devem ficar atentos à umidade do terreno e a necessidade hídrica das plantas para ajustar adequadamente a irrigação. Para 2026, a Expocacer prevê uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica na região, que conta com mais de 800 produtores associados e faturou perto de R$ 3 bilhões em 2025.
A cooperativa é parte da governança da Região do Cerrado Mineiro, a primeira no Brasil a obter Denominação de Origem para o café, abrangendo 55 municípios e mais de 4,5 mil produtores, com cerca de 250 mil hectares plantados.
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