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Agronegócio
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Colheita de pinhão no Rio Grande do Sul começa com regulamentação rígida

Safra de 2026 deve sofrer redução na produção devido a fatores climáticos

Gabriel Azevedo06 de abril de 2026 às 11:45
Colheita de pinhão no Rio Grande do Sul começa com regulamentação rígida

A colheita, transporte e comercialização do pinhão no Rio Grande do Sul foram oficialmente iniciados em 1º de abril, de acordo com a legislação local. Essa regulamentação visa equilibrar a geração de receita para as famílias envolvidas com a preservação da Araucaria angustifolia e sua fauna.

Preservação e proibições

A norma estipula a proibição do corte da araucária durante os meses de colheita, outubro, novembro e dezembro, em respeito à sua condição de espécie ameaçada. As regiões mais afetadas pela colheita incluem a Serra Gaúcha, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, que concentram a maior parte da produção estadual.

Em 2025, a produção de pinhão foi de aproximadamente 600 toneladas nas regiões mencionadas.

Para o ano de 2026, as projeções apontam uma queda na produção, variando entre 12,5% e 60% em diversos municípios, impactadas por condições climáticas adversas, como secas e chuvas fora de época. A ciclicidade natural da espécie, que apresenta variações de produção a cada três anos, também é um fator relevante.

Entretanto, algumas localidades se destacam, como Caxias do Sul, onde a produção deve se manter estável, e Canela, onde há a perspectiva de crescimento de até 100%. Outros municípios envolvidos na extração incluem Monte Alegre dos Campos, Pinhal da Serra, Esmeralda e Vacaria.

Importância econômica e comercialização

O pinhão é um componente vital na renda de muitas famílias envolvidas no extrativismo, embora a comercialização seja limitada, ocorrendo predominantemente de abril a junho. Apesar de algumas variações tardias da colheita permitirem presença do produto até agosto, a maior parte é colhida de forma manual, utilizando técnicas que respeitam a estrutura das árvores.

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As pinhas estão em boas condições, mas apresentam tamanhos reduzidos devido à seca prolongada

Emater/RS-Ascar.

Os preços do pinhão variam amplamente, de R$ 6,00 a R$ 16,00 por quilo, dependendo do canal de venda.

A venda direta na propriedade varia de R$ 6,00 a R$ 8,50 por quilo, enquanto os intermediários pagam de R$ 5,00 a R$ 7,00. Já os produtos beneficiados, como pinhão moído, podem ser vendidos entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo. O Ministério da Agricultura e Pecuária fixa um preço mínimo de R$ 4,63 por quilo para o pinhão extrativista, conforme a Portaria nº 868/2025.

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