Missão busca abrir mercado sul-coreano para a carne brasileira

Uma missão técnica vinda da Coreia do Sul iniciou hoje uma análise aprofundada do sistema sanitário brasileiro, com foco nos procedimentos de inspeção relacionados à produção e exportação de carne bovina in natura. Este movimento é uma etapa crucial para a possível abertura do mercado sul-coreano para o produto brasileiro.
A agenda da comitiva, que conta com veterinários e diretores da Agência de Quarentena Animal e Vegetal da Coreia do Sul, se estende até o dia 20 de agosto, abrangendo estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco.
Durante sua passagem pelo Brasil, os especialistas visitarão propriedades que produzem e processam carne bovina, fábricas de ração, indústrias de reciclagem de produtos animais, além de postos de fiscalização em fronteiras e portos, e um laboratório federal de defesa agropecuária. É importante ressaltar que essas visitas não têm o intuito de habilitar os estabelecimentos para exportação.
"Após 17 anos de negociação, temos agora o compromisso concreto da missão da certificação sanitária ao Brasil no próximo mês, um passo decisivo para o acesso dos frigoríficos brasileiros ao mercado coreano
✨ A Coreia do Sul ainda é uma das últimas grandes economias a não importar carne bovina do Brasil.
A Coreia do Sul exige que o Brasil seja livre de febre aftosa sem vacinação para a certificação sanitária, um status que o país conquistou em 2025.
Após a auditoria, que será feita por uma das duas agências estatais competentes, o processo com a Coreia do Sul seguirá uma fase exclusivamente documental.
Atualmente, a Coreia do Sul importa cerca de 600 mil toneladas de carne bovina anualmente, com a maioria das importações vinda dos Estados Unidos e da Austrália.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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