A nova companhia começará suas operações focando em inovação e proteção de cultivos.

A Corteva deu um importante passo ao fechar a separação de seu negócio de sementes e genética avançada, que agora opera de forma independente sob o nome de Vylor. As ações da nova companhia começaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) nesta quinta-feira (1º). Com essa cisão, a Corteva concentrará suas operações na proteção de cultivos.
A nova estrutura empresarial posiciona a inovação como foco central, com um pipeline de proteção de cultivos avaliado em US$ 11 bilhões, que inclui a previsão de lançamentos de 12 novos produtos na próxima década, compostos por sete novos ingredientes ativos e cinco produtos biológicos.
✨ Corteva prevê introduzir tecnologias de proteção de cultivos, entre elas um novo modo de ação contra a ferrugem-asiática da soja.
Brook Cunningham, Chief Commercial Officer (CCO) da Corteva, enfatizou que a empresa deve não apenas oferecer tecnologias, mas também acelerar sua implementação nas propriedades agrícolas. Durante uma coletiva no GAFFFF 2026 (Global Agribusiness Festival) em São Paulo, ela destacou a importância de oferecer serviços que ajudem os produtores a aplicar as inovações efetivamente.
Cunningham também ressaltou que a inovação deve estar vinculada à capacitação e a ferramentas financeiras, para garantir que os produtos tenham sucesso nas propriedades. A Corteva está comprometida em unir a proteção química e biológica em sua nova estratégia.
Tiago Gontijo, responsável pelas operações da Corteva no Brasil e no Paraguai, observou a necessidade da combinação de ferramentas de manejo para atender às demandas complexas da agricultura brasileira. Ele apontou que a utilização integrada de defensivos químicos e biológicos é essencial para obter o melhor desempenho nas propriedades.
Além disso, a Corteva está investindo em parcerias com empresas de biotecnologia e editoração gênica, buscando acelerar o acesso a tecnologias que possam beneficiar os produtores. A experiência adquirida no Brasil será utilizada em outros mercados da América Latina, adaptando soluções para suas particularidades.
Cunningham ressaltou a importância dos investimentos envolvidos no desenvolvimento de novas moléculas de proteção de cultivos, que podem demandar cerca de US$ 300 milhões e envolvendo um processo que leva aproximadamente 13 anos para ser concluído. O investimento em inovações recentes já resultou em um aumento significativo nas receitas da Corteva.
A empresa, que conta com aproximadamente 9 mil colaboradores e atua em cerca de 110 países, está decidida a acelerar sua inovação para enfrentar os desafios do agronegócio, como o aumento da resistência a herbicidas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Pesquisa busca soluções sustentáveis para a agricultura brasileira

Tendência de alta nas cotações do trigo marca o início de abril

Dados da Conab apontam redução devido a tensões no Oriente Médio e dificuldades logísticas.

Mesmo com alta de preços, condições climáticas impedem aumento da produção