Estimativas de aumento da produção brasileira reforçam pressão sobre preços.

As cotações do milho estão sob pressão na maioria das regiões produtoras, devido a uma oferta nacional que supera a demanda, de acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
As recentes previsões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destacam um aumento na produção brasileira para a safra 2026/27, reforçando a tendência de preços em declínio, apesar da preocupação com os potenciais impactos do fenômeno El Niño nas próximas semanas.
Na sexta-feira (16/10), o indicador de preços do Cepea, referente aos negócios realizados em Campinas (SP), mostrou que a cotação da saca de milho de 60 quilos caiu para R$ 64,85, uma diminuição de 5,56% desde o início do mês. Entre as 39 regiões monitoradas pela AgRural, 34 apresentam queda nos preços do cereal ao longo do último mês.
Os preços se mantiveram estáveis apenas em algumas localidades do Rio Grande do Sul e em Balsas (MA), enquanto a única alta ocorreu em Uruçuí (PI), e a maior redução mensal foi em Lucas do Rio Verde (MT), com uma queda de 14%.
✨ A primeira previsão da Conab para a safra 2026/27 indica uma produção nacional de milho de 148 milhões de toneladas, aumentando 2,4% em relação à temporada anterior, e uma área plantada com crescimento estimado em 4,9%.
Apesar do elevado volume de chuvas em algumas regiões produtoras, a semeadura da safra de verão avança adequadamente, potencialmente permitindo que a segunda safra ocorra na janela ideal. Entretanto, as condições climáticas nos próximos meses continuarão a ser monitoradas, uma vez que chuvas intensas ou altas temperaturas poderiam prejudicar o desenvolvimento das lavouras e reduzir as estimativas de produção.
Além disso, o Cepea observa que os compradores no mercado interno permanecem com atitude retraída, demonstrando pouco interesse nas negociações ou diminuindo as ofertas quando necessário. Enquanto isso, muitos vendedores estão se mostrando flexíveis nas discussões, preocupados com a possibilidade de estoques se acumularem antes da entrada da nova safra de verão em 2027.
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