Expectativa de elevação nos estoques finais e novas vendas à China não sustentaram preços.

O contrato futuro da soja com vencimento em janeiro fechou a sessão desta segunda-feira (02) na Bolsa de Chicago com queda de 1,42%, sendo negociado a US$ 12,16 por bushel. Essa baixa é parte de uma sequência negativa que já dura três semanas.
Os principais fatores que pressionaram os preços incluem a entrada da nova safra americana e a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumente sua estimativa de produtividade média da soja em seu próximo relatório, programado para terça-feira (10). Uma revisão para cima poderá ampliar a produção e os estoques finais da oleaginosa.
✨ Apesar da confirmação de uma nova venda de 136 mil toneladas de soja americana para a China, as cotações não se sustentaram, devido ao aumento da oferta nos EUA.
Além disso, dados positivos sobre inspeções de embarques também não conseguiram segurar as perdas. O USDA informou que 2,44 milhões de toneladas de soja foram inspecionadas para exportação na semana de 23 a 29 de outubro, com 1,52 milhão de toneladas destinadas à China.
No mercado de milho, o contrato futuro com vencimento em dezembro teve uma leve alta de 0,11%, sendo negociado a US$ 4,48 por bushel, após cinco semanas de perdas. A segunda maior safra da história dos EUA continua a limitar os ganhos, embora as previsões de chuvas no Meio-Oeste possam atrasar a colheita.
O trigo, por sua vez, encerrou a sessão com valorização de 0,50%, cotado a US$ 6,06 por bushel. As compras por fundos de investimento e a valorização do dólar em relação ao euro ajudaram na recuperação dos preços, que vinham em uma sequência negativa de nove semanas, a mais longa desde 1997. Negociações diplomáticas para um cessar-fogo no Mar Negro e a possibilidade de maior oferta global limitaram os ganhos.
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