Co-CEO da mineradora Largo destaca potencial do Brasil no fornecimento do mineral para baterias e defesa.

A expansão dos data centers, impulsionada pela inteligência artificial, pode criar um mercado expressivo para o vanádio brasileiro, segundo Alberto Arias, co-CEO da mineradora Largo. Em entrevista ao Mapa da Mina, programa da CNN, Arias destacou o crescimento da demanda por esse mineral voltado para a produção de baterias de fluxo nos Estados Unidos.
A Largo opera a mina Maracás Menchen, na Bahia, uma das principais do mundo para a extração de vanádio, mineral que se destaca na fabricação de aços de alta resistência e ligas para indústrias de defesa e aeroespacial. No entanto, a crescente utilização do vanádio em sistemas de armazenamento de energia tem chamado atenção.
✨ A Largo investiu na criação de uma joint venture com a Storion Energy, que produz componentes e eletrólitos para baterias de fluxo de vanádio, amplamente demandadas na indústria de data centers.
As baterias de fluxo são alternativas às convencionais de íons de lítio, pois armazenam energia em soluções líquidas que contêm vanádio, oferecendo maior capacidade e segurança no armazenamento de eletricidade por períodos prolongados. Este modelo se torna cada vez mais relevante para indústrias que necessitam de um fornecimento contínuo de energia.
Além da demanda crescente por vanádio proveniente dos data centers, a Largo também se destaca no fornecimento para a defesa americana, tendo sido selecionada para entregar pentóxido de vanádio à DLA, a agência de logística de defesa dos EUA.
Para diversificar suas operações, a Largo iniciou em agosto a recuperação de concentrado de cobre associado a metais preciosos, aumentando a rentabilidade e aproveitando melhor os recursos extraídos em Maracás Menchen.
A expansão das aplicações para o vanádio, aliada à atual busca por soluções energéticas sustentáveis e o fortalecimento do mercado de defesa, posiciona a Largo em um cenário promissor tanto no Brasil quanto internacionalmente.
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