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Agronegócio
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Crescimento de produtos genéricos nos defensivos agrícolas pressiona preços

Aumento da participação de produtos genéricos impacta importações e preços no setor

Ricardo Alves25 de junho de 2026 às 16:10
Crescimento de produtos genéricos nos defensivos agrícolas pressiona preços

A diminuição das margens de lucro no setor agrícola, aliada a restrições de crédito e à necessidade de reduzir custos, está impulsionando a participação de produtos genéricos nas importações de defensivos agrícolas, conforme aponta um estudo da CropLife Brasil.

Nos primeiros cinco meses de 2026, as importações de defensivos químicos totalizaram US$ 4,28 bilhões, uma redução de 6,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa queda foi observada também no volume, embora em menor intensidade, sendo interpretada pela CropLife como resultado da troca por alternativas mais econômicas já disponíveis no mercado, especialmente entre produtos formulados.

Os herbicidas representaram 34,2% do valor total importado, com queda de 24,4% em valor.

Os herbicidas continuam dominando o mercado de importações, somando US$ 471 milhões. Contudo, o valor importado na categoria caiu drasticamente, refletindo a maior concorrência e a adoção de produtos genéricos que oferecem preços mais competitivos.

Além disso, a demanda por herbicidas se mantém forte devido ao aumento das plantas daninhas resistentes nas áreas de cultivo, levando os produtores a utilizarem mais soluções pré-emergentes.

Embora a China continue sendo a principal fornecedora, respondendo por 72% do valor e 90% do volume dos herbicidas importados, as compras de inseticidas e fungicidas apresentaram uma queda de 18,1% e 8,7%, respectivamente.

Contexto

Os números revelam um cenário complexo para o setor de defensivos agrícolas, em que a pressão por custos acessíveis e a busca por alternativas genéricas estão moldando o comportamento do mercado.

Apesar da redução nas compras de inseticidas e fungicidas, os nematicidas têm mostrado crescimento significativo, com um aumento de 66% em valor e 40% em volume, embora estes ainda representem uma pequena fração do total das importações.

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