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Agronegócio
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Feijão-carioca e feijão-preto registram quedas em junho

Queda nas cotações reflete colheita e qualidade dos lotes de feijão.

Gabriel Rodrigues08 de junho de 2026 às 09:40
Feijão-carioca e feijão-preto registram quedas em junho

Os preços do feijão-carioca e feijão-preto, que haviam apresentado valorização acentuada em maio, entraram em junho com uma tendência de queda nas cotações, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na primeira semana de junho, especificamente no noroeste de Minas Gerais, a cotação da saca de 60 quilos de feijão-carioca de qualidade superior caiu para R$ 428,33, refletindo uma diminuição de 5,51%. Ao mesmo tempo, o feijão-preto no sul do Paraná apresentou uma retração de 9,27%, sendo comercializado a R$ 221,36 por saca.

A queda nos preços é provocada por uma postura mais cautelosa dos compradores e pela colheita da segunda safra, além da diminuição da qualidade em alguns lotes colhidos, especialmente em áreas atingidas por geadas.

Apesar das recentes quedas, o mercado de feijão ainda apresenta alta acumulada em 2026, impulsionada pela diminuição da área cultivada e pela escassez de grãos de qualidade superior. No cenário internacional, as importações brasileiras em maio atingiram 5,28 mil toneladas, seis vezes mais do que no mesmo mês em 2025 e o maior volume desde 2020, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

As importações foram majoritariamente compostas por 65% de feijão preto, 25% de feijão branco e 11% de outros tipos de feijão. Em contrapartida, as exportações somaram 12,09 mil toneladas em maio, mostrando uma diminuição de 0,5% em comparação ao ano anterior e uma queda significativa de 47,1% em relação a 2024, quando o Brasil alcançou um recorde com 22,84 mil toneladas embarcadas.

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A Índia continua sendo o principal destino das exportações de feijão do Brasil

dados do Cepea.

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