O zootecnista Eduardo Pedroso destaca a importância da terminação intensiva.

O aumento do peso ao abate é considerado o fator mais significativo para a rentabilidade na pecuária de corte, conforme a análise do zootecnista Eduardo Pedroso durante o TIP Brasil em Goiânia (GO).
Pedroso ressaltou que a adoção de sistemas de produção mais intensivos possibilitou aos produtores conseguir animais mais pesados em um tempo reduzido, melhorando tanto a eficiência quanto o retorno econômico das operações.
✨ "O aumento do peso é a variável que mais coloca dinheiro no bolso do produtor," destacou Pedroso em entrevista ao Giro do Boi.
Durante o evento, o zootecnista apresentou dados que mostram propriedades que já estão abateando bovinos entre 25 e 26 arrobas aos 18 ou 20 meses. Este modelo representa um avanço em relação às práticas tradicionais, onde o gado levava mais tempo para atingir pesos menores.
Além de aumentar a receita por animal, a redução da idade para o abate também minimiza os custos com a manutenção do rebanho e o capital necessário para a operação.
Ele exemplificou o conceito de "boi 888", onde o animal é desmamado com cerca de 240 quilos, passa por uma recria com ganhos constantes de peso e chega ao abate pesando em torno de 24 arrobas aos 20 meses.
Pedroso comentou que os resultados na fase de terminação começam a ser construídos muito antes, nas etapas de cria e recria, que ainda apresentam oportunidades de melhorar a produtividade.
Ele enfatizou a necessidade de investimentos em genética, na estação de monta e na seleção de vacas para descarte, como formas de aumentar a produção de bezerros. "O investimento em genética é o mais acessível na pecuária", afirmou.
Com o mercado cada vez mais valorizando o peso do bezerro, a eficiência na cria se torna crucial para aumentar a receita das propriedades.
Na recria, o principal desafio é promover um crescimento adequado do animal sem favorecer o acúmulo excessivo de gordura.
Um garrote que desenvolve uma boa estrutura e carcaça chega mais preparado para a fase de terminação, o que potencializa o ganho de peso e o rendimento no frigorífico.
Outro assunto abordado no evento foi a elevação da disponibilidade de DDG, um coproduto da indústria de etanol de milho utilizado na alimentação animal. Pedroso afirmou que esse insumo está ampliando as oportunidades para intensificação da pecuária em várias regiões do Brasil.
✨ "O DDG é a barrinha de proteína do boi," comparou.
Ele acrescentou que a expansão na produção de etanol de milho contribui para aumentar a disponibilidade de proteína e energia para os rebanhos.
Analisando o setor, Pedroso acredita que o Brasil está bem posicionado para expandir sua participação no mercado global de carne bovina nos próximos anos, destacando fatores como clima favorável, áreas produtivas disponíveis, integração entre agricultura e pecuária, e adoção de tecnologias para aumentar a produtividade.
✨ Para ele, melhorar a eficiência produtiva será fundamental para crescer a produção e fortalecer a presença da pecuária brasileira no mercado internacional.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

A arte publicitária pode elevar a imagem do setor agropecuário nacional.

Fenômeno pode trazer tanto riscos quanto oportunidades para a agricultura.

Produtores se adaptam a práticas que respeitam o ambiente do bioma

Menor produção e estoques finais marcam as novas estimativas do setor.