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Agronegócio
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Custo de bezerros cresce no Brasil, impactando pecuaristas em 2026

Alta de preços requer mais arrobas de boi para reposição eficiente

Acro Rodrigues26 de abril de 2026 às 09:10
Custo de bezerros cresce no Brasil, impactando pecuaristas em 2026

O custo para adquirir bezerros subiu significativamente em 2026, forçando os pecuaristas a precisarem de até 20% mais arrobas de boi gordo para realizar a reposição em comparação ao ano anterior. A Scot Consultoria revelou que os aumentos foram mais acentuados em estados como Pará (20,4%), Maranhão (19,8%) e Tocantins (19,8%), além de uma elevação de 16,8% em Rondônia.

Mudança na relação de troca

A relação de troca é um termômetro usado para avaliar quantas arrobas são necessárias para a compra de insumos ou animais, sendo crucial para entender os custos na pecuária. Para a reposição do rebanho, esse indicador mostra que estão sendo necessárias mais arrobas para adquirir um bezerro, como explica Felipe Fabbri, coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria. Essa relação atingiu o maior nível desde 2022 devido à valorização do bezerro em relação ao boi gordo.

Em 2026, a reposição de bezerros se tornou mais cara, indicando uma perda de poder de compra para o pecuarista.

Impactos dos custos de produção

De acordo com Fabbri, o preço do bezerro está crescendo a um ritmo mais rápido do que o do boi gordo, o que impacta diretamente as operações de recria e engorda. Ele observa que, apesar do aumento dos custos na reposição, o boi gordo se mantém competitivo em relação a insumos como milho e farelo de soja, sendo que a quantidade de milho comprada pelos pecuaristas neste ano está em níveis recordes.

A queda na oferta de bezerros está atrelada ao abate significativo de fêmeas nos últimos anos, uma situação que deve continuar até 2028. Com isso, a capacidade de compra dos pecuaristas tem diminuído, refletindo no ciclo pecuário adverso.

Ajustes necessários na produção

O especialista também destaca que a elevação dos custos de reposição pode inovar o ajuste das margens, exigindo maior cuidado dos pecuaristas. No entanto, há sinais de recuperação nas margens de produção, especialmente devido à melhoria dos preços na reposição e controle de custo de produção.

Em resposta a essas mudanças, Fabbri sugere estratégicas de manejo mais eficazes, como a redução da taxa de lotação, para maximizar a eficiência na produção e potencialmente capturar preços melhores para a carne bovina.

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