Produtores do Pantanal devem se atentar à demarcação de terras
Especialista alerta sobre riscos da nova regulamentação

No programa Giro do Boi desta semana, o advogado e especialista em direito ambiental, Pedro Puttini Mendes, fez um alerta a produtores do Pantanal sobre a demarcação de terras marginais em rios federais realizada pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Essa ação pode afetar diretamente a propriedade de terrenos ribeirinhos em cidades como Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana e Anastácio.
Mendes enfatiza que é crucial que os pecuaristas ajam proativamente nas etapas administrativas para evitar perdas patrimoniais irreversíveis. A demarcação é amparada pelo Decreto-Lei nº 9.760/1946, que estabelece o limite das faixas de terra de propriedade da União ao longo dos rios federais, o que é especialmente crítico no bioma pantaneiro, que apresenta ciclos hídricos complexos.
✨ Produtores devem utilizar audiências em 2026 para discutir questões técnicas e evitar demarcações automáticas.
Vale destacar que a posse da área não é imediatamente perdida, mas a falta de atenção aos prazos administrativos pode encarecer e dificultar uma defesa judicial futura. Mendes alerta para a importância de distinguir entre questões ambientais e patrimoniais, destacando que uma confusão pode resultar em decisões judiciais prejudiciais.
Segundo o especialista, apresentar evidências técnicas agora pode garantir a proteção do patrimônio e prevenir longas disputas judiciais. O foco deve ser na antecipação para que os produtores consigam utilizar as audiências como um espaço de diálogo técnico eficaz.
Importância da Ação Proativa
A demarcação de terras federais requer atenção rigorosa às normas e prazos administrativos. Agir com antecedência é essencial para evitar complicações jurídicas futuras.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Acro Rodrigues
Jornalista especializado em Agronegócio
Mais de Agronegócio

CMN reduz juros para financiamentos agrícolas em 2023
Taxa de juros para cooperativas de agricultura familiar cai para 3% ao ano, abrangendo novas operações

Expectativas otimistas para a carne bovina brasileira em 2026
Faturamento deve crescer em meio a desaceleração dos abates

Aloysio Queiroz Monteiro Filho: Legado na Pecuária do Nordeste
Pecuarista e membro da ABCZ falece aos 89 anos, deixando uma forte herança na seleção do Nelore.

Altas nas cotações do boi gordo animam mercado em Goiás
Mercado se recupera com a diminuição da oferta de boiadas.





