Tecnologia de leitura precisa pode reduzir em até 70% o uso de insumos químicos nas lavouras.

A DeepAgro, empresa argentina focada em tecnologia de pulverização, anunciou uma parceria com a brasileira Jacto para implementar uma nova tecnologia que realiza uma leitura precisa de cada folha, permitindo a aplicação de defensivos planta a planta.
O Brasil tem se tornado um campo fértil para inovações em pulverização de precisão, oferecendo soluções que podem minimizar o uso de insumos químicos. A solução desenvolvida pela DeepAgro utiliza uma combinação de inteligência artificial com câmeras e um computador que analisam a morfologia, cor e estrutura das folhas, decidindo automaticamente quando abrir ou fechar o bico aplicador.
✨ Essa tecnologia pode levar a uma redução de até 70% nos gastos com insumos químicos, segundo Carlos Eduardo Haushahn, CEO da Jacto.
Jose Dominguez, diretor da DeepAgro, explica que a solução atua como se houvesse um agrônomo a cada dois metros na barra da máquina, tomando decisões em tempo real. Com a parceria, todas as máquinas Jacto equipadas com aplicação seletiva contarão com o dispositivo da DeepAgro.
A Amaggi, a maior trading agrícola do Brasil, foi uma das primeiras a validar a tecnologia, testando-a em mil hectares de algodão e economizando 26 mil litros de glufosinato, o que gerou uma economia de aproximadamente R$ 1 milhão.
Além disso, a DeepAgro encerrou recentemente uma rodada pré-série A de investimento, levantando US$ 3 milhões e está se preparando para abrir uma nova rodada em março de 2027.
Outra empresa, a Eirene Industrial, também lançou uma tecnologia de pulverização seletiva no mesmo evento da DeepAgro. Com sua ferramenta 'SaveFarm Cotton', a Eirene utiliza aprendizado de máquina para identificar plantas daninhas e aumentar a precisão das aplicações, visando reduzir custos e o uso de defensivos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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