Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentam movimentos distintos no setor florestal.

A demanda por biomassa florestal tende a ganhar novo impulso no Centro-Oeste, com movimentos distintos entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Essa avaliação é feita por Marcelo Schmid, especialista em Soluções Estratégicas para Florestas e Recursos Naturais.
Em Mato Grosso do Sul, a força da indústria de celulose ainda é predominante, mas alguns novos investimentos não têm cronograma definido. Projetos como a expansão da Eldorado, em Três Lagoas, e a unidade da Bracell, em Bataguassu, aguardam por um avanço, com a licença prévia da Bracell liberada em julho e sem previsão para o início das obras. Por outro lado, empresas como Suzano e Arauco continuam a operar projetos conforme o planejado.
Por sua vez, Mato Grosso apresenta uma dinâmica diferente. O estado é responsável por onze novos projetos ou expansões de usinas de etanol de milho, distribuídos em vários municípios. Muitas dessas usinas utilizam biomassa florestal como fonte de energia em seus processos produtivos.
✨ O consumo atual de biomassa florestal em Mato Grosso é estimado em cerca de 9 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 13,5 milhões quando todos os projetos estiverem operando plenamente nos próximos anos.
Segundo Schmid, essa diferença destaca um deslocamento geográfico na nova demanda. Enquanto Mato Grosso do Sul se mantém relevante pela industria já estabelecida, Mato Grosso concentra oportunidades relacionadas ao etanol de milho. "Para quem acompanha esse mercado, faz sentido redirecionar parte da atenção comercial para lá, inclusive porque o perfil do comprador e a lógica de contratação de biomassa das usinas de etanol são bem diferentes do que se pratica com as fábricas de celulose", conclui.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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