Percevejo-marrom e doenças como ferrugem-asiática afetam produção agrícola.

Os principais desafios fitossanitários da safra 2026/27 da soja incluem o percevejo-marrom e um complexo de doenças, tendo em vista as variações climáticas nas regiões produtoras do Brasil.
De acordo com a Embrapa e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o monitoramento das lavouras e a adoção de práticas de manejo adequadas são cruciais para minimizar perdas e garantir o potencial produtivo da cultura.
✨ O planejamento fitossanitário deve ser adaptado às particularidades de cada região, especialmente com a influência do El Niño, que pode alterar as condições ambientais propícias ao desenvolvimento de pragas e doenças.
Nesta safra, a expectativa de chuvas mais intensas no Sul e de secas no Centro-Oeste reforça a necessidade de ajustar as estratégias de manejo. Medidas como o monitoramento da população de percevejos, cuidado com as doenças e a utilização de diferentes mecanismos de ação são fundamentais.
Gustavo Corsini, engenheiro agrônomo da IHARA, destaca que, em um ano influenciado pelo El Niño, a gestão deve ser feita com atenção às mudanças climáticas ao longo do ciclo produtivo.
Conhecer o comportamento do percevejo-marrom e das doenças fúngicas, como ferrugem-asiática e mancha-alvo, é essencial para tomadas de decisão mais rápidas e eficazes.
A manutenção da área foliar é uma preocupação central no controle de doenças fúngicas. A Embrapa aponta que a ferrugem-asiática e outros problemas, como antracnose e oídio, demandam monitoramento constante para proteger a lavoura.
Em áreas onde as doenças atingem níveis epidêmicos, as perdas de produção podem variar entre 10% e 90%. O uso de fungicidas, como o SUGOY, é recomendado para o manejo eficaz dessesproblemas.
As Doenças de Final de Ciclo, como a mancha-parda, também devem ser consideradas no planejamento. O controle do percevejo-marrom, que causa danos significativos, deve ser rigoroso durante a fase reprodutiva da soja.
Clérison Perini, pesquisador em entomologia, enfatiza que a capacidade de monitoramento durante essa fase é crucial para a eficácia do controle e para evitar perdas de produtividade e qualidade.
A combinação de conhecimento sobre as pragas e o uso de tecnologias de controle, como o inseticida TERMIUS, é vital para um manejo assertivo na safra 2026/27.
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