Resultados mostram ganhos significativos em comparação à média regional.

Um experimento conduzido pela DATAGRO, consultoria independente voltada para o agronegócio brasileiro, analisou na safra 2023/24 o efeito das tecnologias OCC e OCC Black aplicadas no sulco de semeadura de soja. Os dados foram divulgados pela Nutristrahl, que distribui essa tecnologia no Brasil.
Os resultados apontaram que a parcela tratada apenas com OCC, em sua forma pura, alcançou uma colheita de 66,9 sacas por hectare. Já a parcela que recebeu a combinação do OCC com o OCC Black apresentou um rendimento de 74,08 sacas por hectare, o que representa um aumento de 7,18 sacas, ou 10,7%. O produtor escolheu tratar toda a área cultivada, impossibilitando a comparação com uma parcela testemunha. A média de produção na região para esta safra foi de 50 sacas por hectare, resultando em um rendimento 33,8% superior para o OCC, correspondente a R$ 2.237,56 de receita bruta adicional por hectare, e 48,16% para a combinação de ambos os produtos, com um ganho de R$ 3.188,19 por hectare.
✨ Tratamento com OCC Black demonstrou uma diferença de 10,7% em produtividade, elevando os resultados em comparação à média regional.
O ensaio foi realizado na região de Catanduva, interior de São Paulo, com início em agosto de 2023 e colheita programada para fevereiro de 2024. A aplicação das tecnologias foi realizada no sulco de semeadura, utilizando uma bomba com capacidade de 600 litros e vazão de 75 litros por hectare. A base aplicada foi a mesma nos dois tratamentos, incluindo inoculantes de Bradyrhizobium e Azospirillum, além de biológicos como Bacillus subtilis e Trichoderma harzianum. A única variação foi a adição de OCC a 0,01% e OCC Black a 0,1% da calda.
A diferença entre os dois tratamentos se dá pelo mecanismo de ação de cada produto. O OCC é um nanocarreador que potencializa o aproveitamento dos princípios ativos presentes na calda, enquanto o OCC Black, além de potencializar, oferece um impacto fisiológico direto nas plantas. Segundo a Nutristrahl, essa combinação explica a diferença observada nos resultados, já que o primeiro produto melhora a eficiência dos insumos, enquanto o segundo acrescenta nutrientes que a calda não possuía.
A Nutristrahl está realizando ensaios certificados pela DATAGRO em outras culturas, como cana-de-açúcar, café arábica e uva de mesa, cujos resultados serão apresentados nas próximas semanas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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