Falta de luminosidade e umidade elevada afetam qualidade e rendimento das lavouras.

O excesso de chuvas, intensificado pelo fenômeno do super El Niño, traz desafios significativos para os produtores de trigo no Paraná e no Rio Grande do Sul. As chuvas atípicas e a falta de luminosidade têm afetado as lavouras em fase final de ciclo e durante a colheita, resultando em perdas de qualidade e rendimento.
No Paraná, cerca de 46% da área destinada ao trigo foi colhida, avançando dentro do ritmo esperado, mas em condições desfavoráveis. Segundo Carlos Winckler Godinho, coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, a previsão contínua de chuva tem dificultado uma colheita ideal. "As lavouras que têm sido colhidas estão com umidade mais alta, qualidade ruim e produtividade mais baixa do que o esperado", explicou.
✨ No Paraná, a colheita de trigo enfrenta condições desafiadoras devido ao excesso de chuva e baixa luminosidade.
O boletim do Deral também aponta um aumento nas doenças fitossanitárias, como giberela e brusone, devido à umidade excessiva. Godinho ressaltou que a área plantada já havia diminuído 12% devido a fatores como preços baixos e incertezas climáticas. No Rio Grande do Sul, o início das colheitas foi marcado por menos de 1% da área colhida, com a Emater/RS alertando sobre o impacto das chuvas nas condições das lavouras. Mateus Rocha, diretor técnico da Emater, destacou que as instabilidades climáticas podem afetar gravemente a produtividade.
Com a forte umidade, surgem dificuldades como acamamento das plantas e potenciais doenças fúngicas. Luis Pacheco, da TF Consultoria Agroeconômica, enfatizou que os moinhos já relatam problemas com a qualidade do trigo recebido, evidenciando a necessidade de atenção na colheita atual.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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